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FNE participa da 63ª Assembleia Mundial de Saúde em Genebra

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Entre os dias 17 e 22 de maio a cidade de Genebra sediou a 63ª edição da Assembleia Mundial de Saúde que reuniu Ministros da Saúde de 193 países. A presidente da FNE, Silvia Casagrande, fez parte da delegação brasileira que participou do encontro.

Na abertura a diretora geral da Organização Mundial de Saúde, OMS, Margaret Chan disse que a campanha para o alcance das Metas do Milênio deveria aprender as lições da erradicação da varíola. Ela defendeu também o poder das vacinas que, segundo a diretora, evitam entre 2 a 3 milhões de mortes todos os anos. Chan criticou a falta de investimentos adequados em sistemas básicos de saúde, infraestrutura, formação de pessoal, sistemas de informação e de proteção social.

Proposições brasileiras

O Brasil liderou a negociação para a aprovação de uma resolução em defesa dos medicamentos genéricos. Será criado um grupo de trabalho para garantir a circulação de remédios genéricos no mundo, para que eles não sejam confundidos com medicamentos falsificados, como está acontecendo na Europa.

Outra resolução encaminhada e aprovada pelo Brasil foi a que reconhece o impacto global das Hepatites B e C, que matam um milhão de pessoas por ano em todo mundo. Com a resolução, os governos signatários da OMS assumem o compromisso de se empenhar mais no enfrentamento das hepatites. Segundo o Ministério da Saúde só no Brasil, a média de casos notificados é de 6,9 por 100 mil habitantes, para a Hepatite B e de 6,6 por 100 mil para a Hepatite C. Também foi reconhecido o dia 28 de julho como Dia Mundial de Combate as Hepatites.

Fortalecimento da Enfermagem

Durante o encontro foi feito um relato dos progressos realizados desde a aprovação da resolução WHA59.27, de 2006, que propôs o fortalecimento das enfermeiras e parteiras.

Os países que se manifestaram a importância das enfermeiras para o desenvolvimento dos Sistemas de Saúde, no trabalho em equipe, na tomada de decisões e principalmente na atenção primária. A maioria dos países relataram a falta de enfermeiras e parteiras e, principalmente, de docentes para a formação de novos profissionais. 

Gana, por exemplo, possui um programa de certificação de parteiras para área rural, onde existe muita dificuldade de fixar os profissionais de saúde. Países com menores recursos reclamam da migração de profissionais da saúde principalmente para os países desenvolvidos.

Marrocos propôs um observatório mundial sobre a migração.  Malásia refere a escassez de enfermeiras e docentes que atualmente formam 6 mil/ano quando deveriam estar formando 8 mil/ano. Tanzânia está formando 4700/ano e que em 2010 tem a meta de formar 10 mil enfermeiras por ano. O Quênia, com aprovação de mais de 15 países propõe  para que no próximo ano seja revisto a resolução sobre o fortalecimento das enfermeiras e parteiras, (WHA59.27).

Divulgando a FNE

Além da participação das discussões foi feito uma divulgação da Federação. A FNE distribuiu um material (em português, inglês e espanhol) com um pequeno histórico da entidade e suas principais lutas. Também auxiliamos na divulgação da I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento dos Sistemas Universais de Seguridade Social.

 

Created by alexandre
Last modified 19-06-2010 21:05
Para não esquecer: Edma e Marcos

Permanece a impunidade a 4007 dias.

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