Greve na saúde
Além dos mais de 60 médicos do Sistema Único de Saúde de Campina
Grande, especialistas em cirurgias cardíacas, torácicas, mastologia,
neurocirurgia e oncologia, que paralisaram desde segunda-feira suas
atividades por tempo indeterminado, a população de Campina Grande
ficará também sem enfermeiros nos hospitais públicos.
O sindicato dos Trabalhadores de Saúde Privada do Agreste da
Borborema – Seesa- AB, anunciou hoje que a greve geral começa na
segunda, atingindo enfermeiros, auxiliares técnicos de enfermagem,
pessoal do setor burocrático e serviços gerais.
O sindicato conta atualmente com 3 mil profissionais na área de
Auxiliar de Enfermagem no Agreste do Estado e 2 mil em Campina Grande,
sendo que as mulheres representam 78% deste total. Eles reivindicam um
aumento de salário maior do que os R$ 356,00 oferecidos, pedindo como
contra proposta R$ 385,00, fora o percentual para os demais pisos.
Segundo José Flaviano Araújo, será distribuída uma carta aberta à
população explicando os motivos e as tentativas de negociação feitas
até o momento.
Com a confirmação da greve, pelo menos 60 por cento dos
atendimentos realizados nos hospitais pela classe de trabalhadores da
área de saúde deixaram de ser feitos em Campina Grande, o que vem a
complicar ainda mais o acesso ao atendimento na área de saúde na
cidade, que já anda comprometida com as greves dos médicos.
Fonte: WSCom
Last modified 11-10-2006 22:49

Para não esquecer: Edma e Marcos