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A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) se posiciona novamente sobre a oferta dos cursos de graduação de Enfermagem na modalidade à distância

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A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), esteve presente na audiência pública sobre o ensino de cursos superiores na área da saúde, à distância, representada pela 2° Secretária Geral, Suzelee Barros, a convite do Gabinete do Deputado Estadual, Deputado Antônio Jácome.

A audiência ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (12), proposta pelo Deputado Jacó, pioneiro na proposição do assunto para debate, no Estado. As classes interessadas e representativas, tais como sindicatos, conselhos, secretarias Municipais e Estadual de Saúde e instituições acadêmicas também estiveram presente na Assembleia.

Compreendendo a realidade do EaD (modalidade semipresencial), que permite e oferece, desde 2004, 20% da carga horária total do curso, nesta configuração, na graduação em enfermagem de cursos presenciais, a Federação não critica o Ensino à Distância, e sim, questiona a qualidade da graduação oferecida diante desta legislação específica.

“Gostaria de deixar aqui registrado que a FNE se posiciona contra a graduação de enfermeiros PREDOMINANTEMENTE na modalidade a distância, não contra o EaD, mas também somos contra os cursos presenciais de baixa qualidade cuja formação compromete a segurança da população e também a segurança destes trabalhadores que buscam qualificação superior” reafirma, a 2° Secretária Geral da Federação, Suzelee Barros.

E conclui “quanto a formação acadêmica dos enfermeiros somos conhecedores de todo arcabouço jurídico de legislação educacional, bem como sabemos que as Associações, Conselhos, Sindicatos e outros órgãos de representação de categorias profissionais não têm competência para determinar normas e controles sobre a atuação das Instituições de Educação Superior, relativamente às condições de oferta de cursos superiores, cabendo estas funções ao Ministério da Educação, Conselho Nacional de Saúde e a Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Portanto, o que defendemos não se limita à qualidade de trabalho. Nosso questionamento se expande à cidadania plena, que garanta o acesso eficaz e permanente dos trabalhadores à formação, na perspectiva de desenvolvimento da pessoa para a vida social e profissional.