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FNE vai testemunhar e relatar os crimes e descaso com profissionais da saúde durante a pandemia de Covid-19

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Criado nos anos 70, o Tribunal Permanente dos Povos irá julgar o presidente da República, Jair Bolsonaro, por crimes contra a humanidade cometidos durante a pandemia da covid-19, por ataques contra minorias e pelas ameaças contra a democracia.
A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) denunciou os atos genocidas do presidente à saúde do povo brasileiro e dos profissionais de saúde que trabalharam de forma desumana, sem equipamentos de proteção de trabalho, e ocasionando a morte de muitos. A FNE ainda relatou que esses profissionais foram obrigados a passar pela dor de verem seus pacientes morrerem sem bombas de oxigênio e material mínimo para sua chegada às UTIs. Denunciou também a falta de hospitais para receber os milhares de pacientes que chegavam já com quase todo o pulmão comprometido pela Covid-19.
A FNE agora será testemunha, através de sua presidenta, Shirley Morales, chamada diante do trabalho da entidade nas denúncias dos atos genocidas do presidente que ainda barrou a entrada das vacinas, que salvariam milhares de vidas, e propagou fake news orientando os doentes a usarem medicamentos ineficazes, que causariam reações à saúde deles.
O julgamento ocorrerá nesta quarta-feira (24/05) e quinta-feira (25/05) das 8h30 às 13h30. Outras entidades também foram chamadas a testemunhar, como o CNTSS, CNTS e ISP.
“Esse julgamento é extremamente importante, vez que se houver uma eventual condenação é considerada por grupos da sociedade civil, ex-ministros e juristas como uma chancela importante para colocar pressão sobre o Palácio do Planalto e expor Bolsonaro no mundo”, explicou Morales.

Fonte: Ascom FNE