Notí­cias

Lideranças municipais tentam boicotar a conquista da enfermagem

Publicado em:

A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) repudia o vídeo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que circula na internet ao qual ataca o direito da enfermagem brasileira.
No vídeo é possível ver um discurso que tenta tirar a conquista da enfermagem quando afirma que a criação do piso nacional dos enfermeiros, auxiliares, parteiras e técnicos de enfermagem sem a definição da fonte de custeio pode trazer impacto de R$ 9,4 bilhões anuais aos cofres municipais e inviabilizar de vez a prestação de serviços à população. Em vídeo, a CNM afirma que sem a aprovação da PEC 11, o piso salarial da enfermagem seria ilegal.
Segundo a FNE, todas essas informações são fake news. E, lamenta, a criação do movimento municipalista encabeçado pela CNM que tem concentrado esforços junto aos parlamentares para evitar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 11/2022 seja aprovada.
Essa é uma afronta não só a enfermagem, mas, ao povo brasileiro. Houve estudos feitos pelas entidades nacionais da enfermagem e um trabalho intenso de deputados federais para essa aprovação. A exemplo, temos que o impacto no setor municipal, apurado no relatório do GT da Câmara de Deputados, é pouco mais que 4 bilhões.
É um marco na história e a categoria se manterá mobilizada.
“O piso não tem nenhuma ilegalidade e para ser aplicado não precisa de nenhuma legislação complementar. Entretanto, a enfermagem brasileira está lutando por mais recursos para a saúde, não por conta das afirmações inverídicas dos gestores, mas, pelo povo brasileiro e pelo SUS. Quando os municípios precisaram da enfermagem e não deixaram os trabalhadores tirarem férias, licença e não concederam reajuste, nenhum deles perguntou qual seria a fonte de recurso para essas pessoas sustentarem suas famílias e pagar seu tratamento médico por desgaste físico e mental. Então, não é justo que essas lideranças ataquem o direito da enfermagem. Os parlamentares que apoiarem esse movimento estarão se colocando contra o povo brasileiro”, rebateu a presidenta da FNE, Shirley Morales.

Fonte: Ascom FNE