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Servidores da saúde, educação e segurança se unem em ato

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Enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, professores e guardas municipais de Aracaju se uniram na manhã desta terça-feira, 26, em frente à sede da Prefeitura da capital para cobrar reajuste salarial. As categorias também pedem diálogo com o prefeito Edvaldo Nogueira.

Em Aracaju, existem cerca de 400 enfermeiros. De acordo com Shirley Morales, presidente do Sindicato dos Enfermeiros (Seese), desde janeiro a categoria tenta abrir um canal de diálogo para discutir sobre salários e condições de trabalho. “Mandamos ofício, solicitamos reunião e infelizmente o prefeito não conversa com os trabalhadores”, diz.

Segundo Shirley, o problema enfrentado pelos enfermeiros se estende a outros servidores da saúde. “Temos visto pessoas morrendo nas Upas [unidades de pronto atendimento], superlotação, más condições de trabalho. As unidades estão passando por reformas e a gestão obrigando trabalhadores e usuários a permanecer nas unidades”, alega a presidente do Seese. A categoria paralisou as atividades hoje.

A falta de reajuste e diálogo também afeta os 2.723 professores municipais, segundo o Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema). “Estamos há dois anos sem reajuste. No governo Edvaldo não foi dado a nenhum professor esse direito garantido por lei”, avaliou Adelmo Meneses, presidente do Sindipema. As aulas nas escolas municipais foram suspensas nesta terça.

“Pelo que temos visto, com nenhuma categoria o prefeito tem dialogado”, comentou Eder Rodrigues, Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju (Sigma), que representa 465 guardas municipais de Aracaju. “Estamos cada vez em condições de trabalho mais precárias e ainda é negado o reajuste”, lamenta.

Prefeitura

O Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA). Em nota, a assessoria informou que “Nos primeiros 18 meses de gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, o diálogo, sempre transparente, com todas as categorias de servidores municipais é uma constante”. A PMA também diz que a administração recebeu diversos sindicatos, inclusive alguns que fizeram parte da manifestação e “analisa com respeito e dentro de suas possibilidades todas as demandas encaminhadas”.

A nota esclarece, ainda que uma comissão de secretários municipais foi criada para apresentar dados e estudar as demandas apresentadas.

A PMA relembra a dívida de R$ 540 milhões que a gestão passada deixou para a prefeitura. “Quase 300 milhões já foram quitados nesses primeiros meses de trabalho, incluídas duas folhas de pagamento atrasadas. Desta maneira, em 2017, a Prefeitura de Aracaju quitou 15 folhas, num investimento de 1,1 bilhões de reais”.

por Jéssica França

Fonte: Infonet